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21
de outubro de
2004
Foi
bem de bilheteria nos Estados Unidos, comprovando o bom momento
do comediante Will Ferrell (Elf - Um Duende em Nova York) e seu
estilo curioso de comédia, infame, mas não agressiva.
Ele
aproveita um personagem que fazia no Saturday Night Live, um
apresentador de TV, um âncora dos anos 70 em San Diego,
chamado Ron Burgundy (a época não é mostrada
em detalhes e o retrato dele do personagem é caricato,
mas também afetuoso e gentil). Completamente bobo, ele
lê tudo que aparece no teleprompter sem raciocinar (como
dizem, acontecia também com Cid Moreira).
Anda
sempre cercado por três parceiros machões
e bobos (o elenco de apoio podia ser melhor, é muito pouco
engraçado) e tem problemas quando surge uma repórter
ambiciosa (Christina Applegate) que deseja ser âncora também.
Isso é basicamente o filme, que não é em
nada notável (a não ser pela aparição
de amigos famosos, fazendo os rivais jornalistas - no caso, Ben
Stiller, Tim Robbins, Luke Wilson - que têm uma grande
luta entre eles, que parece fora de tom com o resto do filme.
Fica estranho numa sátira doce e até leve como
esta). Muito norte-americano, não acredito que tenha público
para o filme no Brasil.
Por Rubens Ewald Filho
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